Arquivos da categoria: Perguntas e respostas

Perguntas & Respostas com base na obra de Kardec.

Fonte: Estudando as obras de Kardec – Astolfo Olegário de Oliveira Filho – aoofilho@oconsolador.com.br – Londrina, Paraná (Brasil) – e coletânea de perguntas elaboradas pelo Grupo Espírita Allan Kardec.

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P&R: Por que há tantos maus espíritos na Terra? E por que Deus permite eles exerçam a obsessão?

Por que há tantos maus espíritos na Terra? E por que Deus permite eles exerçam a obsessão?

Os Espíritos maus pululam em torno da Terra, em virtude da inferioridade moral de seus habitantes. A ação malfazeja que eles desenvolvem faz parte dos flagelos com que a Humanidade se vê a braços neste mundo. A obsessão, como as enfermidades e todas as tribulações da vida, deve ser considerada prova ou expiação e como tal aceita.

Allan Kardec – O Evangelho segundo o Espiritismo » Capítulo XXVIII – Coletânea de preces espíritas » V -» Pelos obsidiados – item 81.

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P&R: Como são as condições de vida em um mundo superior?

Como são as condições de vida em um mundo superior?

Nos mundos que chegaram a um grau superior, as condições da vida moral e material são muitíssimo diversas da vida na Terra. Como em toda parte, a forma corpórea é sempre a forma humana, mas aperfeiçoada, embelezada e, sobretudo, purificada. O corpo não tem nada da materialidade terrestre e, por isso, não está sujeito às necessidades e às doenças ou deteriorações que a predominância da matéria provoca.

(Allan Kardec – O Evangelho Segundo o Espiritismo, Cap. III, item 9)

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P&R: Como fazer para se ter o auxílio dos bons espíritos em um processo obsessivo?

Como fazer para se ter o auxílio dos bons espíritos em um processo obsessivo?

Ressalta do que fica dito um ensinamento de grande alcance: que as imperfeições morais dão azo à ação dos Espíritos obsessores e que o mais seguro meio de a pessoa se livrar deles é atrair os bons pela prática do bem. Sem dúvida, os bons Espíritos têm mais poder do que os maus, e a vontade deles basta para afastar estes últimos; eles, porém, só assistem os que os secundam pelos esforços que fazem por melhorar-se, sem o que se afastam e deixam o campo livre aos maus, que se tornam assim, em certos casos, instrumentos de punição, visto que os bons permitem que ajam para esse fim.

Allan Kardec – O Livro dos Médiuns » n.252.

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P&R: Quais são os meios de se combater a obsessão?

Quais são os meios de se combater a obsessão?

Os meios de se combater a obsessão variam conforme o caráter que apresenta. Na obsessão simples, duas coisas essenciais devem ser feitas: 1a – provar ao Espírito que não somos seus joguetes e que lhe é impossível enganar-nos; 2a – cansar sua paciência, mostrando-nos mais pacientes do que ele; se ele estiver bem convencido de que perde seu tempo, acabará por retirar-se, como fazem os importunos a quem não damos ouvidos. O médium ou a vítima da obsessão deve, além disso, fazer um apelo fervoroso a seu protetor espiritual, assim como aos bons Espíritos que lhe são simpáticos e rogar-lhes que o assistam. É conveniente também interromper toda comunicação, desde que reconheçamos que ela provém de um mau Espírito, a fim de não lhe dar o prazer de ser ouvido. Quanto ao Espírito obsessor, por pior que ele seja, é preciso tratá-lo com severidade, mas com benevolência, e vencê-lo pelos bons modos, orando por ele. Moralizando-se, acabará por se corrigir: é uma conversão a empreender, tarefa penosa, ingrata, desencorajadora mesmo, mas cujo mérito reside na dificuldade e na satisfação, se bem cumprida, de se ter trazido ao bom caminho uma alma perdida.

Na fascinação, é preciso convencer o médium ou o indivíduo obsidiado de que ele está iludido, transformando sua obsessão num caso de obsessão simples, o que nem sempre é tarefa fácil, se não for mesmo algumas vezes impossível. Não se pode, com efeito, curar um doente que se obstina em conservar sua doença e nisso se compraz. O fascinado recebe muito mal os conselhos; a crítica o ofende e irrita, e todos que não lhe partilham a admiração lhe caem em antipatia.

Na subjugação corporal, como já foi dito, é preciso a intervenção de uma terceira pessoa, que exercerá um predomínio sobre o obsessor. Mas como este predomínio não pode ser senão moral, é dado apenas a uma pessoa moralmente superior ao Espírito exercê-lo, e seu poder será tanto maior quanto maior seja sua superioridade moral. Nesse caso, a ação magnética de um bom magnetizador pode vir utilmente em auxílio do obsidiado. De resto, é sempre bom tomar, por um médium seguro, conselhos de um Espírito superior ou de seu protetor espiritual. Em suma, é preciso entender que não existe nenhum processo material, sobretudo nenhuma fórmula, nenhuma palavra sacramental que tenha o poder de expulsar os Espíritos obsessores.

(Allan Kardec – O Livro dos Médiuns, Itens 249 a 251)

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P&R: É louvável impor a convicção espírita aos homens que estão em outras religiões?

É louvável impor a convicção espírita aos homens que estão em outras religiões?

O Espiritismo se dirige aos que não creem ou que duvidam, e não aos que têm fé e a quem essa fé é suficiente. E não diz a ninguém que renuncie às suas crenças para adotar as nossas. Após ter dito essas palavras, Kardec recomendou-nos acolher com solicitude os homens de boa-vontade, oferecendo a luz aos que a procuram, porque com os que creem não seremos bem-sucedidos. Não devemos fazer violência à fé de ninguém, mas colocar a luz em evidência, para que a vejam os que quiserem ver.

(Allan Kardec – O que é o espiritismo – Biografia, pág. 36.)

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