Arquivos da categoria: Perguntas e respostas

Perguntas & Respostas com base na obra de Kardec.

Fonte: Estudando as obras de Kardec – Astolfo Olegário de Oliveira Filho – aoofilho@oconsolador.com.br – Londrina, Paraná (Brasil) – e coletânea de perguntas elaboradas pelo Grupo Espírita Allan Kardec.

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P&R: Deve o espírita calar-se diante de erros cometidos, por exemplo, em reuniões de cunho espírita?

Deve o espírita calar-se diante de erros cometidos, por exemplo, em reuniões de cunho espírita?

Se mau rumo a reunião tomar, dir-se-á, não terão as pessoas sensatas e bem-intencionadas, a ela presentes, o direito de crítica; deverão deixar que o mal passe, sem dizerem palavra, e aprovar tudo pelo silêncio? Sem nenhuma dúvida, esse direito lhes assiste: é mesmo um dever que lhes corre. Mas, se boa intenção os anima, eles emitirão suas opiniões, guardando todas as conveniências e com cordialidade, francamente e não com subterfúgios. Se ninguém os acompanha, retiram-se, porquanto não se concebe que quem não esteja procedendo com segundas intenções se obstine em permanecer numa sociedade onde se façam coisas que considere inconvenientes.

Allan Kardec – O Livro dos Médiuns » 337.

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P&R:Como deve ser a condução na admissão de novos membros no trabalho de cunho espiritual?

Como deve ser a condução na admissão de novos membros no trabalho de cunho espiritual?

Além dos notoriamente malignos, que se insinuam nas reuniões, há os que, pelo próprio caráter, levam consigo a perturbação a toda parte aonde vão: nunca, portanto, será demasiada toda a circunspeção, na admissão de elementos novos. Os mais prejudiciais, nesse caso, não são os ignorantes da matéria, nem mesmo os que não creem: a convicção só se adquire pela experiência e pessoas há que desejam esclarecer-se de boa-fé. Aqueles, sobretudo, contra os quais maiores precauções devem ser tomadas, são os de sistemas preconcebidos, os incrédulos obstinados, que duvidam de tudo, até da evidência; os orgulhosos que, pretendendo ter o privilégio da luz infusa, procuram em toda parte impor suas opiniões e olham com desdém para os que não pensam como eles. Não vos deixeis iludir pelo pretenso desejo que manifestam de se instruírem. Mais de um encontrareis, que muito aborrecido ficará se for constrangido a convir em que se enganou. Guardai-vos, principalmente, desses peroradores insípidos, que querem sempre dizer a última palavra, e dos que só se comprazem na contradição. Uns e outros fazem perder tempo, sem nenhum proveito, nem mesmo para si próprios. Os Espíritos não gostam de palavras inúteis.

Allan Kardec – O Livro dos Médiuns »338.

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P&R: É caridade manter um médium obsidiado ou fascinado em uma reunião de cunho espírita?

É caridade manter um médium obsidiado ou fascinado em uma reunião de cunho espírita?

O concurso, nas reuniões espíritas, de qualquer médium obsidiado ou fascinado ser-lhes-ia mais nocivo do que útil; não devem elas, pois, aceitá-lo. Os médiuns obsidiados que se recusam a reconhecer que o são, assemelham-se a esses doentes que se iludem sobre a própria enfermidade e se perdem, por não se submeterem a um regime salutar.

(Allan Kardec – O Livro dos Médiuns, Item 329)

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P&R: Como os homens são orientados espiritualmente, como pelo espírito protetor, se nem todos são médiuns?

Como os homens são orientados espiritualmente, como pelo espírito protetor, se nem todos são médiuns?

Todos os homens são médiuns, todos têm um Espírito que os dirige para o bem, quando sabem escutá-lo.
Escutai essa voz interior, esse bom gênio, que incessantemente vos fala, e chegareis progressivamente a ouvir o vosso anjo guardião, que do alto dos céus vos estende as mãos. Repito: a voz íntima que fala ao coração é a dos bons Espíritos e é deste ponto de vista que todos os homens são médiuns.

(Allan Kardec – O Livro dos Médiuns, Cap. XXXI, item X, Channing)

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P&R: Como o homem pode lutar contra a obsessão?

Como o homem pode lutar contra a obsessão?

A causas físicas se opõem forças físicas; a uma causa moral, tem-se de opor uma força moral. Para preservá-lo das enfermidades, fortifica-se o corpo; para isentá-lo da obsessão, é preciso fortificar a alma, pelo que necessário se torna que o obsidiado trabalhe pela sua própria melhoria, o que as mais das vezes basta para o livrar do obsessor, sem recorrer a terceiros. O auxílio destes se faz necessário, quando a obsessão degenera em subjugação e em possessão, porque aí por vezes o paciente perde a vontade e o livre-arbítrio.

Allan Kardec – O Evangelho segundo o Espiritismo » Capítulo XXVIII – Coletânea de preces espíritas » V -» Pelos obsidiados – item 81.

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