Perda de entes queridos

A doutrina espírita, pelas provas patentes que nos dá quanto à vida futura, à presença ao nosso redor dos seres aos quais amamos, à continuidade da sua afeição e da sua solicitude, pelas relações que nos permite entreter com eles, nos oferece uma suprema consolação, numa das causas mais legítimas de dor.

Com o Espiritismo não há mais solidão, não há mais abandono. O mais isolado dos homens tem sempre amigos ao seu redor, com os quais pode comunicar-se.

(Allan Kardec. O Livro dos Espíritos, questão 935)

 

O futuro e o nada

(O Céu e o Inferno » Primeira Parte – Capítulo I)

1 — Nós vivemos, nós pensamos, nós agimos — eis o que é positivo. E nós morremos — o que não é menos certo. Mas ao deixar a Terra para onde vamos? No que nos transformamos? Estaremos melhor ou pior? Seremos ainda nós mesmos ou não mais o seremos? Ser ou não ser — essa é a alternativa. Ser para todo o sempre ou nunca mais ser. Tudo ou nada. Viveremos eternamente ou tudo estará acabado para sempre. Vale a pena pensarmos em tudo isso?

Toda criatura humana sente a necessidade de viver, de gozar, de amar, de ser feliz. Diga-se àquele que sabe que vai morrer que ele ainda viverá ou que a sua hora foi adiada. Diga-se sobretudo que ele será mais feliz do que já foi — e o seu coração palpitará de alegria. Mas de que serviriam essas aspirações de felicidade, se basta um sopro para dissipá-las?

Haverá alguma coisa mais desesperadora do que essa ideia de destruição absoluta? Sagradas afeições, inteligência, progresso, saber laboriosamente adquirido, tudo seria destruído, tudo estaria perdido! Que necessidade teríamos de esforçar-nos para ser melhores, de nos constrangermos na repressão das paixões, de nos fatigarmos no aprimoramento do espírito, se de tudo isso não iremos colher nenhum fruto? E, sobretudo, diante da ideia de que amanhã, talvez, tudo isso não nos sirva para nada? Mas, se assim fosse, a sorte do homem seria cem vezes pior que a do bruto. Porque este vive inteiramente no presente, na plena satisfação de seus apetites materiais, nada aspirando para o futuro. Uma secreta intuição nos diz que isso é absurdo.

2 — Acreditando que o fim de tudo é o nada, o homem concentra forçosamente todo o seu pensamento na vida presente. Com efeito, não seria lógico preocupar-se com um futuro que não se espera. Essa preocupação exclusiva com o presente o leva naturalmente a pensar em si antes de tudo. É portanto, o mais poderoso estimulante do egoísmo, e a incredulidade é consequente consigo mesma quando chega a esta conclusão: gozemos enquanto vivemos, gozemos o mais possível, desde que após a morte tudo está acabado, gozemos logo, pois não sabemos quanto tempo isso vai durar. E também quando chega a esta outra conclusão, bastante grave para a sociedade: gozemos de qualquer maneira, cada qual por si, que a felicidade neste mundo cabe sempre ao mais esperto.

Se o respeito humano consegue deter alguns, que freio poderia segurar aqueles que nada tem? Eles dizem que a lei humana só protege os mal intencionados, e por isso aplicam todo o seu talento aos meios de fraudá-la. Se existe uma doutrina malsã e antissocial é seguramente essa do nada, pois que rompe os verdadeiros laços da sociedade e da fraternidade, fundamentos das relações sociais.

[...]

14 — O homem tem a convicção instintiva do futuro, mas não tendo até então nenhuma base certa para a sua definição, criou pela imaginação os sistemas que o levaram à diversidade das crenças. A doutrina espírita sobre o futuro, não sendo obra de imaginação concebida de maneira engenhosa, mas sim o resultado da observação dos fatos materiais que hoje ocorrem aos nossos olhos, ligará, como já está fazendo atualmente, as opiniões divergentes ou incertas, e conduzirá pouco a pouco, pela própria força das circunstâncias, a crença a uma unidade baseada na certeza e não mais na hipótese. Realizada a unificação no tocante ao destino das almas, será este o primeiro ponto de aproximação dos diferentes cultos, um passo considerável para a tolerância religiosa, a princípio, e mais tarde para a fusão.1

Perda de Entes Queridos - O Livro dos Espíritos

(Perguntas 934 a 936)

934. A perda de entes queridos não nos causa um sofrimento tanto mais legítimo, quando é irreparável e independente da nossa vontade?

— Essa causa de sofrimento atinge tanto o rico como o pobre: é uma prova ou expiação e lei para todos. Mas é uma consolação poderdes comunicar-vos com os vossos amigos pelos meios de que dispondes, enquanto esperais o aparecimento de outros mais diretos e mais acessíveis aos vossos sentidos.

935. Que pensar da opinião das pessoas que consideram as comunicações de além-túmulo como uma profanação?

— Não pode haver profanação quando há recolhimento e quando a evocação é feita com respeito e decoro. O que o prova é que os Espíritos que vos são afeiçoados se manifestam com prazer, sentem-se felizes com a vossa lembrança e por conversarem convosco. Profanação haveria se as evocações fossem feitas com leviandade.

Comentário de Kardec: A possibilidade de entrar em comunicação com os Espíritos é uma bem doce consolação, que nos proporciona o meio de nos entretermos com os parentes e amigos que deixaram a Terra antes de nós. Pela evocação eles se aproximam de nós, permanecem ao nosso lado, nos ouvem e nos respondem. Não existe mais, por assim dizer, separação entre nós e eles, que nos ajudam com os seus conselhos, nos dão testemunho da sua afeição e do contentamento que experimentam por nos lembrarmos deles. É para nós uma satisfação sabê-los felizes e aprender através deles os detalhes da sua nova existência, adquirindo a certeza de um dia, por nossa vez, nos juntarmos a eles.

936. Como as dores inconsoláveis dos que ficaram na Terra afetam os Espíritos que partiram?

— O Espírito é sensível à lembrança e às lamentações daqueles que amou, mas uma dor incessante e desarrazoada o afeta penosamente, porque ele vê nesse excesso uma falta de fé no futuro e de confiança em Deus, e por conseguinte, um obstáculo ao progresso e talvez ao próprio reencontro com os que deixou.

Comentário de Kardec: Estando o Espírito mais feliz do que na Terra, lamentar que tenha deixado esta vida é lamentar que ele seja feliz. Dois amigos estão presos na mesma cadeia; ambos devem ter um dia a liberdade, mas um deles a obtém primeiro. Seria caridoso que aquele que continua preso se entristecesse por ter o seu amigo se libertado antes? Não haveria de sua parte mais egoísmo do que afeição, ao querer que o outro partilhasse por mais tempo do seu cativeiro e dos seus sofrimentos? O mesmo acontece entre dois seres que se amam na Terra. O que parte primeiro foi o primeiro a se libertar e devemos felicitá-lo por isso, esperando com paciência o momento em que também nos libertaremos.

Faremos outra comparação. Tendes um amigo que, ao vosso lado, se encontra em situação penosa. Sua saúde ou seu interesse exige que vá para outro país, onde estará melhor sob todos os aspectos. Dessa maneira, ele não estará mais ao vosso lado, durante algum tempo, mas estareis sempre em correspondência com ele. A separação não será mais do que material. Ficareis aborrecido com o seu afastamento, que é para o seu bem?

A doutrina espírita, pelas provas patentes que nos dá quanto à vida futura, à presença ao nosso redor dos seres aos quais amamos, à continuidade da sua afeição e da sua solicitude, pelas relações que nos permite entreter com eles, nos oferece uma suprema consolação, numa das causas mais legítimas de dor. Com o Espiritismo não há mais solidão, não há mais abandono. O mais isolado dos homens tem sempre amigos ao seu redor, com os quais pode comunicar-se.

Suportamos impacientemente as atribulações da vida. Elas nos parecem tão intoleráveis que supomos não as poder aguentar. Não obstante, se as suportamos com coragem, se soubermos impor silêncio às nossas lamentações, haveremos de nos felicitar quando estivermos fora desta prisão terrena, como o paciente que sofria se felicita ao se ver curado, por haver suportado com resignação um tratamento doloroso.


956. Os que, não podendo suportar a perda de pessoas queridas, se matam na esperança de se juntarem a elas, atingem o seu objetivo?

— O resultado para elas é bastante diverso do que esperam, pois em vez de se unirem ao objeto de sua afeição, dele se afastam por mais tempo, porque Deus não pode recompensar um ato de covardia e o insulto que lhe é lançado com a dúvida quanto à sua providência. Eles pagarão esse instante de loucura com aflições ainda maiores do que aquelas que quiseram abreviar, e não terão para os compensar a satisfação que esperavam.2

Mãe e filho

(O Céu e o Inferno - Segunda Parte - Cap. V - Suicidas)

Em março de 1865 o Sr. C., negociante em pequena cidade perto de Paris, tinha em sua casa, gravemente enfermo, o mais velho dos filhos, que contava 21 anos de idade. Este moço, prevendo o desenlace, chamou a mãe e teve forças ainda para abraçá-la. Esta, vertendo copiosas lágrimas, disse-lhe: "Vai, meu filho, precede-me, que não tardarei a seguir-te". Dito isto, retirou-se, escondendo o rosto entre as mãos.

As pessoas presentes a essa cena contristadora, consideravam simples explosão de dor as palavras da Sra. C., dor que o tempo acalmaria. Morto o doente, procuraram-na por toda a casa e foram encontrá-la enforcada num celeiro. O enterro da suicida foi juntamente feito com o do filho.

Evocação deste, muitos dias depois do fato.

— P. Sabeis do suicídio de vossa mãe, em consequência do desespero que lhe causou a vossa perda?

R. Sim, e, sem o pesar causado por essa fatal resolução da parte dela, julgar-me-ia completamente feliz. Pobre, excelente mãe! Não pode suportar a prova dessa separação momentânea e tomou, para se unir ao filho, o caminho que dele mais deveria afastá-la. E por quanto tempo! Assim, retardou indefinidamente uma reunião que tão pronta teria sido se sua alma se conformasse submissa às vontades do Senhor; se fosse resignada, humilde, arrependida ante a provação que se lhe impunha, da expiação que deveria purificá-la! Orai, oh! orai por ela!... e sobretudo não a imiteis, vós outras, mães que vos comoveis com a narrativa da sua morte. Não acrediteis que ela amasse mais que as outras mães a esse filho que era o seu orgulho, não; é que lhe faltaram a coragem e a resignação.

Mães, que me ouvis, quando a agonia empanar o olhar dos vossos filhos, lembrai-vos de que, como o Cristo, eles sobem ao cimo do Calvário, de onde deverão elevar-se à glória eterna.

Benjamin C…

Evocação da mãe. — R. Quero ver meu filho. Tendes o poder de dar-me? Cruéis!... Tomaram-me para levá-lo à luz e a mim me deixaram em trevas. Quero-o, quero-o porque me pertence!... Nada vale então o amor materno? Pois quê! Tê-lo carregado no ventre por nove meses, tê-lo amamentado, nutrido a carne da sua carne, sangue do seu sangue, guiado os seus primeiros passos; ensinado a balbuciar o sagrado nome de Deus e o doce nome de mãe; ter feito dele um homem cheio de atividade, de inteligência, de probidade, de amor filial, para perdê-lo quando realizava as esperanças concebidas a seu respeito, quando brilhante futuro se lhe antolhava!

Não, Deus não é justo; não é Deus das mães, não lhes compreende as dores e desesperos... E quando me dava à morte para me não separar de meu filho, eis que novamente me roubam!... Meu filho! meu filho, onde estás?

Evocador. — Pobre mãe, compartilhamos da vossa dor. Buscastes, no entanto, um triste recurso para vos reunirdes ao vosso filho: o suicídio é um crime aos olhos de Deus e deveis saber que Deus pune toda infração das suas leis. A ausência do vosso filho é a vossa punição.

Ela. — Não; eu julgava Deus melhor que os homens; não acreditava no seu inferno, porém cria na reunião das almas que se amaram como nós nos amávamos... Enganei-me... Deus não é justo nem bom, por isso que não compreende a grandeza da minha dor como do meu amor!... Oh! quem me dará meu filho! Tê-lo-ei perdido para sempre? Piedade! Piedade, meu Deus!

Evocador. — Vamos, acalmai o vosso desespero; considerai que se há um meio de ver vosso filho, não é blasfemando contra Deus, como ora o fazeis. Com isso, em vez de atrairdes a sua misericórdia, fazei jus a maior severidade.

Ela. — Disseram-me que não mais o tornaria a ver e compreendi que o haviam levado ao Paraíso. E eu estarei, acaso, no inferno? No inferno das mães? Ele existe, demais o vejo…

Vamos, acalmai o vosso desespero; considerai naturalmente que o tornareis a ver, mas é preciso merecê-lo pela submissão à vontade de Deus, ao passo que a revolta poderá retardar indefinidamente esse momento.

Evocador. — Vamos, acalmai o vosso desespero; considerai naturalmente que o tornareis a ver, mas é preciso merecê-lo pela submissão à vontade de Deus, ao passo que a revolta poderá retardar indefinidamente esse momento.

Ouvi-me: Deus é infinitamente bom, mas é também infinitamente justo. Assim ninguém é punido sem causa sobre a Terra. Se ele vos infligiu grandes dores, é porque as merecestes. A morte de vosso filho era uma prova à vossa resignação; infelizmente a ela sucumbistes quando em vida e eis que após a morte de novo sucumbis; como pretendes que Deus recompense os filhos rebeldes?

A sentença não é porém inexorável e o arrependimento do culpado é sempre acolhido. Se tivésseis aceito a provação com humildade; se houvésseis esperado com paciência o momento da vossa desencarnação, ao entrardes no mundo espiritual, em que vos achais, teríeis imediatamente avistado vosso filho, o qual vos receberia de braços abertos. Depois da ausência, ve-lo-ia radiante. Mas o que fizestes e ainda agora fazeis, coloca entre vós e ele uma barreira. Não o julgueis perdido nas profundezas do Espaço, antes mais perto do que supondes — é que véu impenetrável o subtrai à vossa vista.

Ele vos vê e ama sempre, deplorando a triste condição em que caístes pela falta de confiança em Deus e aguardando ansioso o momento feliz de se vos apresentar. De vós, somente, depende abreviar ou retardar esse momento. Orai a Deus e dizei comigo: "Meu Deus, perdoai-me o ter duvidado da vossa justiça e bondade; se me punistes, reconheço merecida a punição. Dignai-vos aceitar meu arrependimento e submissão à vossa santa vontade".

Ela. — Que luz de esperança acabais de fazer despontar em minha alma! É como relâmpago em a noite que me cerca. Obrigada, vou orar... Adeus.

A morte, mesmo pelo suicídio, não produziu nesse Espírito a ilusão de se julgar ainda vivo. Ele apresenta-se consciente do seu estado — é que para outros o castigo consiste naquela ilusão, pelos laços que os prendem ao corpo. Essa mulher quis deixar a Terra para seguir o filho na outra vida, era pois necessário que soubesse aí estar realmente, na certeza da desencarnação, no conhecimento exato da sua situação. Assim é que cada falta é punida de acordo com as circunstâncias que a determinam e que não há punição uniforme para as faltas do mesmo gênero.3

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SANSÃO
Antigo membro da Sociedade Espírita de Paris, 1863

Quando a morte vem ceifar em vossas famílias, levando sem consideração os jovens em lugar dos velhos, dizeis freqüentemente: “Deus não é justo, pois sacrifica o que está forte e com o futuro pela frente, para conservar os que já viveram longos anos, carregados de decepções: leva os que são úteis e deixa os que não servem para nada mais; fere um coração de mãe, privando-o da inocente criatura que era toda a sua alegria”.

Criaturas humanas, são nisto que tendes necessidades de vos elevar, para compreender que o bem está muitas vezes onde pensais ver a cega fatalidade. Por que medir a justiça divina pela medida da vossa? Podeis pensar que o Senhor dos Mundos queira, por um simples capricho, infligir-vos penas cruéis? Nada se faz sem uma finalidade inteligente, e tudo o que acontece tem a sua razão de ser. Se perscrutásseis melhor todas as dores que vos atingem, sempre encontraria nela a razão divina, razão regeneradora, e vossos miseráveis interesses representariam umas considerações secundárias, que relegaríeis ao último plano.

Acreditai no que vos digo: a morte é preferível, mesmo numa encarnação de vinte anos, a esses desregramentos vergonhosos que desolam as famílias respeitáveis, ferem um coração de mãe, e fazem branquear antes do tempo os cabelos dos pais. A morte prematura é quase sempre um grande benefício, que Deus concede ao que se vai, sendo assim preservado das misérias da vida, ou das seduções que poderiam arrastá-lo à perdição. Aquele que morre na flor da idade não é uma vítima da fatalidade, pois Deus julga que não lhe será útil permanecer maior tempo na Terra.

É uma terrível desgraça, dizeis, que uma vida tão cheia de esperanças seja cortada tão cedo! Mas de que esperanças querem falar? Das esperanças da Terra onde aquele que se foi poderia brilhar, fazer sua carreira e sua fortuna? Sempre essa visão estreita, que não consegue elevar-se acima da matéria! Sabeis qual teria sido a sorte dessa vida tão cheia de esperanças, segundo entendeis? Quem vos diz que ela não poderia estar carregada de amarguras? Considerais como nada as esperanças da vida futura, preferindo as da vida efêmera que arrastais pela Terra? Pensais, então, que mais vale um lugar entre os homens que entre os Espíritos bem-aventurados?

Regozijai-vos em vez de chorar, quando apraz a Deus retirar um de seus filhos deste vale de misérias. Não é egoísmo desejar que ele fique, para sofrer convosco? Ah! essa dor se concebe entre os que não tem fé, e que vêem na morte a separação eterna. Mas vós, espíritas, sabeis que a alma vive melhor quando livre de seu invólucro corporal. Mães, vós sabeis que vossos filhos bem-aventurados estão perto de vós; sim, eles estão bem perto: seus corpos fluídicos vos envolvem, seus pensamentos vos protegem, vossa lembrança os inebria de contentamento; mas também as vossas dores sem razão os afligem, porque revela uma falta de fé e constituem uma revolta contra a vontade de Deus.

Vós que compreendeis a vida espiritual, escutai as pulsações de vosso coração, chamando esses entes queridos. E se pedirdes a Deus para os abençoar, sentireis em vós mesmas a consolação poderosa que faz secarem as lágrimas, e essas aspirações sedutoras, que vos mostram o futuro prometido pelo soberano Senhor.4