Postagens aleatórias

  • Qual é o conceito espírita de “amar ao próximo”?

    Qual é o conceito espírita de “amar ao próximo”?

    Amar, no sentido profundo do termo, é o homem ser leal, probo, consciencioso, para fazer aos outros o que quer que estes lhe façam; é procurar em torno de si o sentido íntimo de todas as dores que acabrunham seus irmãos, para suavizá-las; é considerar como sua a grande família humana, porque essa família todos a encontraremos, dentro de certo período, em mundos mais adiantados.

    No tocante ao ensinamento de Jesus de que devemos também amar aos inimigos, o Espiritismo nos explica que amar aos inimigos é não lhes guardar ódio, nem rancor, nem desejos de vingança; é perdoar-lhes, sem pensamento oculto e sem condições, o mal que nos causem; é não opor nenhum obstáculo à reconciliação com eles; é desejar-lhes o bem e não o mal; é experimentar júbilo, em vez de pesar, com o bem que lhes advenha; é socorrê-los, em se apresentando ocasião; é abster-se, quer por palavras, quer por atos, de tudo o que os possa prejudicar; é, finalmente, retribuir-lhes sempre o mal com o bem, sem a intenção de os humilhar. Quem assim procede preenche as condições do mandamento: Amai aos vossos inimigos.

    (O evangelho segundo o espiritismo, capítulo XI, item 10, e cap. XII, item 3.)

  • Curta Espírita: “Não creias que Eu tenha vindo trazer a paz, mas sim a divisão” (14min)

    Palestrante: Graça Maciel
    Tema abordado: (Allan Kardec. O Evangelho Segundo o Espiritismo – capítulo XXIII – item 16. Allan Kardec)

    Quando Jesus declara: *Não creias que Eu tenha vindo trazer a paz, mas sim a divisão*, seu pensamento era este: Não creias que a minha doutrina se estabeleça pacificamente; ela trará lutas sangrentas, tendo por pretexto o meu nome, porque os homens não me terão compreendido, ou não me terão querido compreender.

  • Ação oculta dos espíritos sobre os homens: Instruções práticas sobre as manifestações espíritas, cap.2

    Ação oculta dos espíritos sobre os homens: Instruções práticas sobre as manifestações espíritas, cap.2

    DAS MANIFESTAÇÕES ESPÍRITAS – AÇÃO OCULTA

    Muitas vezes os Espíritos agem sobre a nossa mente, mau grado nosso: solicitam-nos a fazer isto ou aquilo; julgamos agir por impulso próprio quando apenas obedecemos a uma sugestão estranha.

    Não devemos daí inferir que não tenhamos iniciativa; longe disso: o Espírito encarnado tem sempre o livre-arbítrio; em definitivo, não faz senão aquilo que quer e, muitas vezes, segue seus próprios impulsos.

    Para se dar conta da maneira por que as coisas se passam, necessitamos figurar a nossa alma desprendida dos laços, pela emancipação, o que sempre ocorre durante o sono, haja ou não sonho; toda vez que há entorpecimento dos sentidos e, até, em estado de vigília.

    Então ela entra em comunicação com os outros Espíritos, como alguém que saísse de casa para ir aos vizinhos – se se admite essa comparação familiar. Assim se estabelece entre eles uma espécie de conversação ou, mais exatamente, uma troca de idéias.

    A influência do Espírito estranho não é um domínio, mas uma espécie de conselho dado à nossa alma, o qual pode ser mais ou menos prudente, conforme a natureza do Espírito, sendo a alma livre de aceitá-lo ou não, mas que pode melhor apreciar quando não mais se acha sob o império das idéias suscitadas pela vida de relação. Por isso diz-se que a noite traz o seu conselho.

    Nem sempre é fácil distinguir a idéia sugerida da idéia própria, porque muitas vezes elas se confundem.

    Entretanto há presunção de que venha de uma fonte estranha quando é espontânea e surge em nós como uma inspiração e quando se opõe à nossa própria maneira de ver. Nosso julgamento e nossa consciência nos dão a conhecer se ela é boa ou má.

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