Postagens aleatórias

  • P&R: Devemos fazer o bem aqueles que não aproveitam esses benefícios e nos respondem com a ingratidão?

    Devemos fazer o bem aqueles que não aproveitam esses benefícios e nos respondem com a ingratidão?

    Não podemos, entretanto, supor que um bene­fício, aparentemente estéril na Terra, seja para sem­pre improdutivo. É, muitas vezes, um grão semea­do e que não germina senão na vida futura daque­le que o recebeu. Muitas vezes temos observado certos Espíritos, ingratos como homens, tomados de emoção na espiritualidade, pelo bem que Ihes foi feito. E essa lembrança, neles despertando pensa­mentos benéficos, facilita-Ihes enveredarem para o caminho do bem e do arrependimento, contribuin­do para abreviar seus sofrimentos. Só o Espiri­tismo poderia revelar este resultado da benevolên­cia, só a ele está dado, pelas comunicações rece­bidas do além-túmulo, revelar o lado caridoso desta máxima: Um benefício nunca está perdido, substituindo o sentido egoísta que se lhe atribui.

    Allan Kardec Viagem Espírita em 1862 » Discursos pronunciados nas reuniões gerais dos espíritas de Lyon e Bordeaux » Discurso I

  • P&R: Que precauções deve o médium tomar para uma boa educação mediúnica?

    Que precauções deve o médium tomar para uma boa educação mediúnica?
    É um ponto indiscutível: sem as devidas precauções pode perder-se o fruto das mais belas faculdades. A primeira medida consiste em se colocar o médium, com uma fé sincera, sob a proteção de Deus, pedindo-lhe a assistência de um Espírito guardião. Este é sempre bom, enquanto que os Espíritos familiares podem ser levianos ou mesmo maus.

    A segunda precaução é aplicar-se em reconhecer, por todos os indícios que a experiência fornece, a natureza dos primeiros Espíritos que se comunicam e dos quais é sempre prudente desconfiar. Se estes indícios forem suspeitos, é preciso fazer um apelo fervoroso ao Espírito guardião e repelir com todas as forças o mau Espírito, provando-lhe que não se é seu joguete, a fim de o desencorajar.

    O estudo prévio da teoria é indispensável, se se quer evitar os inconvenientes inseparáveis da inexperiência; a tal respeito, deve o médium examinar com redobrada atenção os capítulos sobre Obsessão e Identidade dos Espíritos de O Livro do Médiuns. Além da linguagem, podemos tomar como provas infalíveis da inferioridade dos Espíritos todos os sinais, figuras, emblemas inúteis ou pueris e toda escrita esquisita, irregular, torcida a propósito, de tamanho exagerado, ou afetando formas ridículas e inusitadas.

    Uma vez desenvolvida a faculdade, é essencial que o médium não a transforme em abuso; assim, é necessário servir-se dela apenas nos momentos oportunos e não a cada instante. Não estando os bons Espíritos constantemente às suas ordens, corre o médium o risco de ser iludido por Espíritos mistificadores. Deve-se, portanto, determinar para esse efeito dias e horas certas, porque então o médium terá disposições mais concentradas e os Espíritos que quiserem vir achar-se-ão prevenidos.

    (Allan Kardec – O Livro dos médiuns, Itens 211 e 217)

  • Continuidade, regularidade, recolhimento

    Continuidade, regularidade, recolhimento

    “(…)Não sabemos como dar esses qualificativos aos que julgam a priori, levianamente, sem tudo ter visto; que não imprimem a seus estudos a continuidade, a regularidade e o recolhimento indispensáveis.”

    Allan Kardec – O Livro dos Espíritos, Introdução, item VIII.

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