XIII – Bênção e Maldição (Pergunta 557) – O Livro dos Espíritos


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557. A bênção e a maldição podem atrair o bem e o mal para aqueles a que são lançadas?

— Deus não ouve uma maldição injusta e aquele que a pronuncia é culpável aos seus olhos. Como temos as tendências opostas do bem e do mal, pode nesses casos haver uma influência momentânea, mesmo sobre a matéria; mas essa influência nunca se verifica sem a permissão de Deus, como acréscimo de prova para aquele que a sofre. De resto, mais frequentemente se maldizem os maus e bendizem os bons. A bênção e a maldição não podem jamais desviar a Providência da senda da justiça: esta não fere o amaldiçoado se ele não for mau, e sua proteção não cobre aquele que não a mereça*.

NOTA:
* Este problema de bênção e maldição, como o do maravilhoso, constante dos itens 528 e 529, exemplifica de maneira positiva a natureza racional do Espiritismo, geralmente acusado de supersticioso pelos que ignoram a Doutrina. Mas um dos pontos mais importantes deste capítulo é o referente a instinto, no item 522. Vemos ali que o conceito espírita de instinto se refere à lembrança inconsciente das provas que escolhemos antes de encarnar. Assim, a voz do instinto é o pressentimento dos acontecimentos marcantes da atual existência. O Espírito encarnado recebe o aviso interior, mas pode atendê-lo ou não, segundo o seu livre-arbítrio. Não confundir esse conceito espírita de instinto com o conceito psicobiológico de instinto como necessidade orgânica. Sobre este, ver os itens 589 e 590. (N. do T.)

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