P&R: Como os confrades da época de Kardec encaravam o Espiritismo?

Como os confrades da época de Kardec encaravam o Espiritismo?

Comentando a viagem que fez às cidades de Tours, Orléans e Bordeaux por ocasião do Pentecostes, onde mais de cem confrades de cidades diversas participaram de um encontro realizado com ele em Bordeaux, Kardec destacou a seriedade com que nas mencionadas cidades os confrades encaravam o Espiritismo. As consequências morais da doutrina, o alívio do sofrimento do próximo e os conselhos de parte dos instrutores e familiares desencarnados constituíam então o objetivo exclusivo e preferido das reuniões espíritas, o que muito sensibilizou o Codificador. Em seguida, referindo-se aos numerosos exemplos de transformação moral operada pela doutrina, ele disse que, em que pese o valor da fé, a crença sem a prática é letra morta. Foi com alegria que ele contou, então, haver encontrado em sua viagem um bom número de espíritas de coração, que poderiam ser considerados completos, se fosse dado ao homem ser completo no que quer que fosse.

(Allan Kardec – Revista Espírita de 1867, pp. 197 a 200. Texto condensado com base na tradução de Júlio Abreu Filho publicada pela EDICEL.)

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