P&R: Fazer o bem

Fazer o bem sem ostentação é grande mérito. Mas, em que consiste isso e qual o momento em que tal ação se torna mais sublime?
“Quando derdes esmola, não saiba a vossa mão esquerda o que faz a vossa mão direita; a fim de que a esmola fique em segredo, e vosso Pai, que vê o que se passa em segredo, vos recompensará.” Tais palavras ditas por Jesus explicam por si sós que o bem que praticamos não deve ser divulgado nem constituir motivo de orgulho para aquele que o pratica.

Fazer o bem sem ostentação e ocultar a mão que dá constituem marca incontestável de grande superioridade moral, porque, agindo assim, a pessoa renuncia à satisfação que advém do testemunho dos homens e espera tão-somente a aprovação de Deus. E essa ação se torna ainda mais sublime quando o benfeitor, invertendo os papéis, acha meios de parecer ser ele o beneficiado diante daquele a quem presta serviço.

(Allan Kardec – O Evangelho Segundo o Espiritismo, capítulo XIII, itens 1 e 3.)

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